construção civil
Votorantim investe pesado em crescimento
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Formica® investe na Construção Civil em 2012
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De acordo com dados publicados pelo IBGE e divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), em 2011, o setor da construção civil teve uma participação de 5,8 % no PIB Total Brasil, registrando, apesar de inferiores a 2010, resultados positivos e um crescimento de 4,8%.
A estabilidade do mercado fez com que as empresas enxergassem oportunidades de expandir seus negócios no País. É o que acontece com a Formica®. No Brasil, a detentora da tecnologia e dos direitos de uso da marca, com exclusividade, é a Formiline Indústria de Laminados Ltda. A empresa decidiu inovar com o lançamento de um piso vinílico, com inúmeras vantagens se comparado aos laminados existentes no mercado, a base de HDF (High Density Fiberboard), visando principalmente os mercados: imobiliário, corporativo e hoteleiro.
Pesquisa e Inovação
Aquaclic® Piso Premium da Formica® é um produto exclusivo da marca e chega ao mercado, com uma tecnologia que garante 100% resistência à água. “Por meio de pesquisas nas principais feiras internacionais do setor e pelas manifestações recebidas por nossos departamentos de atendimento ao consumidor e aos profissionais de Arquitetura e Design, detectamos a necessidade de lançar um piso com maior resistência à umidade, aos riscos e às manchas”, explica José Reginaldo Missiato, gerente de produtos e de marketing da Formica®.
Piso para ambientes com design, tecnologia e sustentabilidade
A impermeabilidade do Aquaclic® Piso Premium é garantida pela sua constituição: substrato de polímeros vinílicos, película com impressão do padrão de acabamento e uma camada de proteção na superfície, com resina de alta resistência, que protege completamente o piso.
Segundo ele, hoje, a tendência, tanto nos ambientes residenciais quanto nos corporativos, é unir as seguintes qualidades no lançamento de um produto: design, beleza, conforto, praticidade, tecnologia e sustentabilidade. “Graças aos dez padrões madeirados exclusivos, o Aquaclic® Piso Premium é extremamente versátil, com inúmeras vantagens de uso e instalação rápida, o que o torna uma excelente opção para os empreendimentos atuais das grandes incorporadoras. Por não utilizar ferramentas especiais, colas e adesivos na colocação, o piso vinílico é também recomendado para reformas, pois pode ser aplicado sobre pisos já existentes. Isso tudo devido a uma tecnologia exclusiva de encaixe, o Uniclic®”, orienta.
O desafio foi também criar um produto que aumenta o isolamento acústico para ser usado em todo o projeto. Por resistir à umidade, o Aquaclic®Piso Premium pode revestir, em apartamentos e casas, do lavabo até a lavanderia, com a vantagem de ter o acabamento similar ao da madeira natural. E por ter uma tela de fibra de vidro em sua estrutura, oferece estabilidade dimensional e estrutural ao piso, evitando rupturas.
Como a cadeia produtiva da construção civil tem papel decisivo na inovação de materiais cujo uso privilegie o ambientalmente correto, uma das características do Aquaclic® Piso Premium é ser ecofriendly, desde a produção, que não utiliza madeira na composição das lâminas e a possível reciclagem após o descarte.
Portanto, com Aquaclic® Piso Premium, a Formica® pretende repetir o sucesso da sua bem-sucedida trajetória também no segmento de revestimento para pisos, garantindo ao consumidor garantia de qualidade. Projetado para o lançamento do produto e para esclarecer as principais dúvidas dos consumidores, o site www.aquaclic.com.br traz a cartela de padrões, o passo a passo de instalação e todas as vantagens do piso pela sua maior resistênci
Cresce o nível de atividade na indústria da construção civil
No relatório sobre a percepção dos empresários do setor, o nível de atividade aumentou de 49,4 pontos.
Depois de apresentar um fraco desempenho nos dois primeiros meses deste ano, o setor da indústria da construção civil retomou o ritmo de crescimento, em março, segundo a pesquisa mensal Sondagem da Indústria da Construção, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em conjunto com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic). No levantamento sobre a percepção dos empresários do setor, o nível de atividade aumentou de 49,4 pontos, em fevereiro, para 5l,5 pontos, em março. Em janeiro, o nível de atividade atingiu 47 pontos. Pela metodologia da pesquisa, em uma escala de zero a 100, sempre que a pontuação fica abaixo de 50, o nível é interpretado como desfavorável. Apesar de ter ocorrido uma ligeira melhora, “estamos [com desempenho] abaixo do de 2010, quando o setor estava bastante aquecido”, lembrou o gerente executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca. Ele observou que, a exemplo de outras pesquisas do gênero, as empresas demonstram maior otimismo em relação aos resultados para o período dos próximos seis meses. Na avaliação dele, a queda na taxa de juros sobre o crédito imobiliário ainda não é suficiente para sinalizar um impacto positivo mais expressivo no setor porque as tomadas de empréstimo envolvem análises mais cuidadosas quanto ao risco de inadimplência e isso pode restringir o acesso. A pesquisa mostra ainda que, no primeiro trimestre, os empresários enfrentaram maior dificuldade para obter crédito, principalmente, entre as empresas de porte menor. Na média, o indicador atingiu 47,1 pontos. Enquanto as grandes empresas consultadas apontaram ter efetuado operações normais, com indicador de 50 pontos, as pequenas situaram-se em 43,9 pontos. Quanto ao problema da falta de mão de obra qualificada, essa foi uma questão que perdeu um pouco a importância para as pequenas empresas, no primeiro trimestre, quando comparado ao resultado do trimestre anterior. O índice desse quesito passou de 55,6 pontos para 52,8 pontos na média das empresas e, no caso das pequenas, caiu de 68,1 pontos para 52,8 pontos. Já o custo da mão de obra seguiu movimento contrário e passou a preocupar mais os empresários, com classificação saindo de 41,4 pontos para 43,8 pontos. No que se refere à utilização da capacidade de operação, houve queda de 1 ponto percentual com a taxa em 70%. A coleta foi feita no período de 2 a 17 de abril com 437 empresas das quais 155 de pequeno porte, 173 médias e 109 grandes.
Setor da Construção Civil contratará mais
Setor da Construção Civil será o que mais contratará no terceiro trimestre deste ano
Pesquisa realizada pela consultoria de recursos humanos Manpower, realizada junto a 876 empregadores brasileiros, de um universo de 64 mil em um total de 39 nações, indica que 45% das companhias do país pretendem aumentar o número de funcionários em suas equipes nos meses de abril, maio e junho, apesar das projeções de diminuição do ritmo de crescimento da economia brasileira (4,5% em 2011, ante os 7,5% do ano passado).
No Brasil, o setor mais otimista é o da construção civil.
Ao todo, de acordo com a pesquisa, 54% dos empregadores pretendem contratar no segundo trimestre, o que equivale a 20 pontos percentuais a mais que a perspectiva reportada para o período de janeiro a março.
Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, a preparação da infraestrutura do país para a Copa do Mundo de 2014 e o avanço do mercado imobiliário serão os principais propulsores do setor.
Setor de construção quase dobra em quatro anos
O PIB (Produto Interno Bruto) do setor de construção civil – ou seja, os valores movimentados pela cadeia produtiva desse segmento da economia, que inclui materiais e terrenos, por exemplo – quase dobrou entre 2006 e 2010. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (21) pelo Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo).
O crescimento do setor no período foi de 83%. O resultado foi puxado principalmente pelos resultados de 2007 e 2010: no ano passado, o PIB do setor cresceu 13,5%, e em 2007 a expansão foi de 8,8%. Para este ano, a previsão é de crescimento de 6%.
O presidente do sindicato, Sérgio Watanabe, disse que o que o setor mais precisa hoje é encontrar formas alternativas de financiamento habitacional.
Ele destacou que um dos grandes impulsos do mercado residencial foi o aumento da renda e a melhora no nível de emprego da classe média: de 2004 até o ano passado a construção voltou a ter forte crescimento devido a fatores como a retomada do crédito, o controle da inflação e o atendimento da demanda – principalmente no segmento residencial.
- A construção nunca teve um período tão bom desde a época do milagre econômico [nos anos 70] Então estamos falando de um forte crescimento nos últimos anos, depois de mais de 20 de estagnação. Na classe C muita gente conseguiu comprar seu primeiro imóvel. Em algumas cidades do país, até a população de baixíssima renda, que nunca teria um imóvel, teve a oportunidade de financiar com ajuda do governo.
Ele cita que o Programa Minha Casa, Minha Vida teve grande responsabilidade no impulso ao setor. Entre 2009 e 2010, o programa do governo que deu subsídios para famílias de baixa renda financiarem a casa própria fechou 1 milhão de contratos no país.
Watanabe diz que ainda falta muito para o país ter casa para todos. Nas contas do sindicato, é necessária a construção de 23,5 milhões de moradias até 2022 para zerar a falta de casas (o chamado déficit habitacional) e atender a formação de novas famílias.
O sindicato diz que alguns problemas ainda devem ser resolvidos no curto prazo para manter o forte ritmo de crescimento. Os principais são a falta de terrenos, principalmente em grandes cidades como São Paulo, e a formação e qualificação de mão de obra.
- O Brasil precisa investir em infraestrutura, e essa depende do setor da construção. Precisamos aumentar a produtividade e encontrar novas tecnologias para a construção.
Construção Cívil cria 123 mil empregos
A construção civil criou 123.272 empregos com car-teira assinada no primeiro trimestre, de acordo com pes-quisa do Sindicato da Indús-tria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sindus-Con-SP), feita em parceria com a Fundação Getulio Var-gas fF4A. O setor’énêeítou março com 3.297 milhões de trabalhadores em todo o País, aumento de 3,88% em rela-ção ao total de dezembro. O resultado. no entanto, não chega a animar o presi-dente do SindusCon-SP Ser-gio Watanabe, para quem a expansão era prevista e se deu em razão de obras já contratadas. “Em virtude dos sinais incertos sobre o desempenho da economia brasileira em 2012, ainda é cedo para afirmarmos que a construção manterá este ritmo de crescimento ao longo do ano”, disse. Em relação a fevereiro des-te ano, o nível de emprego no setor subiu 1.23%, o que re-presentou saldo de 40.110 novos postos de trabalho.
Mercado da construção civil da Baixada Santista deve movimentar mínimo de R$ 800 milhões só em 2012
O clima entre os principais empresários dos setores da construção civil e imobiliário que atuam na Baixada Santista é de estabilidade e crescimento sustentável. O momento é de colher os louros de uma economia aquecida e encontrar alternativas para atender à demanda e movimentar cerca de R$ 800 milhões na economia local, só em 2012, com a entrega e venda de empreendimentos em andamento e o start de novos negócios. São R$ 350 milhões de investimentos da Miramar Construtora, R$ 45 milhões da Construtora Besmon e cerca de R$ 400 milhões da Franz Construtora em parceria com a Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR). Ambas empresas participarão do FICON 2012 – Fórum da Indústria da Construção Civil de Santos e Região, que acontece no próximo dia 03 de maio, em Santos-SP.
A expectativa de crescimento vai além da demanda por empreendimentos imobiliários e atinge um assunto delicado para a região, o desenvolvimento da infraestrutura urbana. “A Baixada Santista tem tudo para se tornar uma das regiões mais pujantes de todo o estado de São Paulo, principalmente, por conta do pré-sal e da vinda do Centro de Operações da Petrobrás, que deve significar um aumento geral de 30% nos postos de trabalho locais”, afirma o diretor regional da OR, Marcelo Arduin.
Na visão do empresário, a expansão da Baixada é tão latente que até 2020 devem ser investidos, aproximadamente R$ 45 bilhões em infraestrutura urbana e construção civil – número no qual a Odebrecht se baseou para estimar seus investimentos próprios na região.
Já o diretor da Miramar Construtora enxerga o momento positivo como uma oportunidade para o setor amadurecer e aprender mais. “Ao contrário do que muitos pensam, a região não vive uma bolha imobiliária. O número alto de ofertas foram os responsáveis pela bolha dos Estados Unidos e da Europa, aqui acontece justamente o contrário. Mesmo que mantenha-se o ritmo, a Baixada Santista não conseguirá atender a demanda por mais 10 anos. É preciso ter cautela, sempre, mas não podemos acreditar que exista uma bolha no mercado econômico imobiliário”, explica.
Para a diretora da Vértice Construtora, Iná Quintas, o momento atual permite construir bases sólidas e conquistar resultados positivos, como o de superar a euforia inicial do mercado e migrar para uma fase equilibrada e de comércio saudável tanto para as construtoras quanto para o consumidor final.
Segundo o sócio-diretor da Besmon, Renato Monteiro, é nos espaços de debates que os empresários, profissionais do setor e gestores públicos encontram oportunidades para conquistar resultados mais positivos e melhorar o mercado. “Não adianta nada termos terrenos baratos ou caros, se não tivermos para quem vender. A troca de experiência contribui para o desenvolvimento das cidades. O Fórum da Indústria da Construção de Santos e Região 2012 (FICON) é um dos exemplos de encontros que possibilitam a troca de experiência, para mim é uma iniciativa excepcional, onde sinalizaremos problemas, coisas positivas e debateremos possíveis soluções”, ressalta.
Sobre o FICON 2012
O evento é um encontro que reúne empresários, profissionais e autoridades interessadas no mercado imobiliário para debaterem juntos os caminhos da construção civil e o seu papel na economia de uma região que vislumbra um futuro de desenvolvimento e progresso. Temas como: valorização dos imóveis, qualificação e capacitação de mão de obra do setor, novo plano diretor de Santos, urbanização de áreas alternativas, sustentabilidade nas construções, mobilidade urbana e infraestrutura viária são algumas das questões que podem interferir no bem estar da população e serão discutidas no evento.
Da Redação.
Prédios verdes ganham espaço nos canteiros
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De olho em uma postura politicamente correta mediante as questões ambientais, as construções “ecologicamente sustentáveis” começam a ganhar corpo entre as obras brasileiras.
Entre as alternativas estão o reuso de águas da chuva, pia e chuveiro, tecnologias de aquecimento e geração de energia, tratamento de lixo e utilização de materiais ecologicamente corretos nas construções, pode gerar uma economia de até 30% em alguns casos. O que motiva construtoras, principalmente do setor comercial.
De acordo com uma pesquisa recente do Sebrae, o número de empreendimentos que possuem selos verdes no Brasil ainda é pequena, mas a busca por soluções sustentáveis é cada vez mais comum entre as empresas do setor.
“Ao contrário do que se pensa, nem sempre as soluções são muito mais caras do que as tradicionais, é uma questão de levar a opção à incorporadora e disseminar esse conceito”, afirmou Natalia Buscarino, da consultoria EcoVerde, de Minas Gerais.
Exemplo disso é o engenheiro da Construtora EPO, Guilherme Santos, que afirma que a empresa começou a atuar com pequenas ações, que trouxeram grandes reduções de custo.
“Em um prédio que tem janelas amplas, de vidro, não há necessidade de acender as luzes antes das 18h. O aquecimento solar também é uma alternativa” diz.
Ano passado a empresa também criou o Programa Desperdício Zero (PDZ). A coordenadora de Comunicação e Marketing, Carolina Lara, explica que há um acompanhamento da geração de resíduos para minimizar o desperdício e realizar o descarte adequado. “As sobras de madeira são reaproveitadas em outras obras ou vendidas para empresas que precisam de lenha.
Enfatizamos muito a conscientização ambiental dos funcionários e, além de promovermos treinamentos constantes, nós revertemos a renda do que arrecadamos com as sobras vendidas em churrascos e cafés da manhã, para estimular essa consciência”, diz Carolina.
Na Construtora Líder, a prioridade é para materiais certificados, da matéria-prima ao acabamento. Os condomínios contam também com sistemas inteligentes de água e energia, aquecimento solar e coleta seletiva de lixo. “O consumidor final valoriza isso”, diz o superintendente-técnico, Henrique Álvares de Lima e Silva.
O vice-presidente de Materiais, Tecnologia e Meio Ambiente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Geraldo Jardim Linhares Júnior, diz que esses recursos serão cada vez mais comum nas obras. Ele lembra que, há 20 anos, os índices de desperdício giraram em torno de 30% do custo da obra e, hoje, estão entre 5% e 6%.
Para o coordenador Técnico do Sindicato da Indústria da Construção no Estado de Goiás (Sinduscon-GO), Wellington Guimarães de Freitas, não existe uma construção autossustentável e, sim, construções mais sustentáveis que outras.
“Algumas fazem reuso de água da chuva, pia e chuveiro, aproveitam a energia solar, mas para a auto sustentabilidade completa é preciso avançar muito”, diz.
O executivo explica ainda que Goiás está muito acima da média de outros estados brasileiros no quesito obras sustentáveis, mas ainda está atrás de estados como São Paulo e Rio de Janeiro. “Esses locais estão concorrendo em quantidade de certificações com países da Europa, eles estão um pouco à frente”, disse.
Para Viane Guirao, pesquisadora da Consultoria ITC, as construções verdes estão ganhando mais espaço. “É notório este crescimento, em todos os segmentos há mais preocupação com as questões ambientais”, diz.
Para o diretor da Loft Construtora, Gustavo Veras, os equipamentos de tecnologia sustentável inserido em um dos empreendimentos do grupo resultaram em custos 3% mais alto do que o comum no custo total, mas o custo-beneficio é alto. “Temos o apelo ambiental e o cliente sabe que economizará energia ou água, então, o retorno é certo, por isso o valor a mais não é atribuído ao preço do imóvel”, acredita.
O condomínio aproveita água da chuva e reaproveita águas cinzas (de pia de banheiro e chuveiro) que passam por uma estação de tratamento no subsolo e são usadas para irrigar os jardins do prédio, além de lavagem de piso.
Procura cresce
No Rio de Janeiro, os recentes investimentos para a Copa do Mundo e Olimpíadas, somados aos estrangeiros resultaram em mais preocupação com o meio ambiente, de acordo com números da consultoria Cushman & Wakefield, em apenas dois anos, 40% dos novos prédios comerciais do Rio deverão ser considerados “verdes”.
A previsão da consultoria vai até 2013 e a maioria dos novos edifícios ficará na região do centro. Hoje, 2,5% dos prédios comerciais da cidade são classificados como verdes.
Prova disso é que crescem os pedidos de certificações de sustentabilidade no País. Só do selo Leed (sigla em inglês para Leadership in Energy and Environmental Design), o aumento em 2011 foi de 140% em relação ao ano anterior, o que fez com que o Brasil subisse do quinto para o quarto lugar no ranking dos países com mais edificações em certificação (429, no final do ano passado). Organização responsável pelo selo, o Green Building Council (GBC) faz o ranking nos 131 países em que está presente. À frente do Brasil, apenas Estados Unidos, China e Emirados Árabes Unidos.
De qualquer forma, a tendência é clara. O selo Aqua, da Fundação Vanzolini, é outro que apresenta crescimento. Líder no número de certificações concedidas no País (50 até o fim de 2011, o dobro de 2010), o Aqua começou em 2008 analisando apenas prédios comerciais. Em 2010, lançou o selo para projetos habitacionais. Em 15 meses, foram certificados 13 prédios residenciais e um condomínio com 80 casas, quase todos no Estado de São Paulo.
De acordo com a Fundação, há propostas para outros seis empreendimentos. “Esperamos fechar 2012 com ao menos 90 empreendimentos certificados no País”, diz Bruno Casagrande, executivo de Negócios da Fundação Vanzolini.
Falta de mão-de-obra impulsiona a industrialização no setor de construção civil
Com o aquecimento da economia no País, e o crescimento no setor da construção civil, está aumentando a dificuldade de encontrar mão-de-obra qualificada para este setor. Este é problema que afeta 69% das empresas deste segmento, segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
No ano passado, foram abertas mais de 40 mil vagas para a construção civil somente no estado de São Paulo, e no primeiro trimestre deste ano já somam mais de 20 mil vagas.
Segundo pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas, a opção dos jovens hoje tem sido por trabalhos cada vez menos braçais. Dos 29 milhões de jovens que ingressam no mercado, apenas 2 milhões estão no setor da construção civil, o que tem gerado um déficit significativo de mão-de-obra.
Este problema está forçando as empresas a utilizarem métodos de construção alternativos, como por exemplo, processos de industrialização nos canteiros. Na Construtora Costa Feitosa, a adoção de sistemas construtivos industrializados é responsável por reduzir em até 50% a necessidade de mão-de-obra, para os postos de menor qualificação, como pedreiros, carpinteiros, armadores, ajudantes e outros.
“Embora haja dificuldades também para os cargos mais técnicos, como engenheiros, o maior problema é para os não especializados, em função do número de profissionais necessários”, diz o presidente da construtora, Tercio Luiz Costa Feitosa.
A construtora , especializada em obras industriais, utiliza elementos pré-fabricados em concreto armado (vigas e pilares), lajes e pisos protendidos. Na cobertura utilizamos estruturas metálicas e telhas zipadas, que além de reduzirem a necessidade de mão de obra na instalação, aumentam a estanqueidade do telhado.
Apesar de envolver uma maior capacitação técnica, este tipo de solução traz economia significativa para todo o processo, o que chamamos de racionalização do custo.
“Historicamente a mão-de-obra representa 40% do custo total da obra. Com este sistema, a participação cai pela metade em função da redução do número de trabalhadores”, afirma o presidente da construtora.
Da Redação.
Confiança dos empresários na construção civil aumentou 2% em março
O Índice de Confiança da Construção (ICST) para o mês de março apresentou leve evolução em relação ao mesmo período do último ano: passou de -8,4% para -6,6%. Segundo pesquisa elaborada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, apesar de a diferença ser pequena, este é o melhor resultado do trimestre, o que confirma a recuperação do setor. O Indicador Trimestral do ICST caiu aproximadamente 10 pontos, ficando agora com 129,9 pontos. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) foi de -11,1% em fevereiro deste ano para -9,3% em março. Já o índice de Expectativas (IE-CST) de -5,9% foi para -4,2%. O quesito que apresentou melhor aumento foi o de tendência dos negócios nos próximos meses, passando de -6% em 2011 para -3,7% este ano. Analisando cada grupo separadamente, os que se destacaram no trimestre – comparando diretamente fevereiro e março de 2012 – foram: construção de edifícios e obras de engenharia (-9% a -6,6%) e aluguel de equipamentos de construção e demolição (de -15,7% a -6,2%). Dois grupos tiveram desempenho negativo: preparação de terreno (de 0,1% a -0,9%) e obras de infraestrutura para engenharia elétrica e telecomunicações (de -9,4% a -12,7%). O documento com todos os dados pode ser conferido aqui.


